terça-feira, 20 de agosto de 2013

HISTÓRIA DA ASTROLOGIA



Origens
A astrologia aparece, sob alguma forma, em todas as culturas.
As primeiras cartas estelares do Egito datam de cerca de 4 200 a.C. e, embora sejam astronômicas, não se pode afirmar que houvesse distinção, àquela época, entre astronomia e astrologia.
Historiadores afirmam que a astrologia surgiu na Suméria, por volta do IV milênio a.C. Por este motivo, durante muitos séculos, na Europa, os astrólogos foram chamados de caldeus. Uma das mais antigas referências foi encontrada em Nínive (Babilônia), na biblioteca de Assurbanipal. No entanto, a observação do céu à procura de presságios pode ser bem anterior, naquela região de clima imprevisível, onde as cheias dos rios Tigre e Eufrates não obedeciam um ritmo anual como as do Nilo.
Em tempos mais recentes, tem-se discutido a possibilidade de ser outra a origem da astrologia: a civilização do Vale do Indo, ou harapana. Em comum, essas duas civilizações compartilham a ênfase no papel das estrelas, pano de fundo e baliza do movimento do Sol e da Lua. Em Harappa teria se originado o conceito de nakshatra (sânscrito, "os imortais"), manazil (árabe) ou mansão lunar, que mais tarde daria origem ao zodíaco. Em ambas regiões o Sol causticante não é, como na fria Europa, o doador da vida, e sim a Lua, com as marés que provoca no mundo físico e nos seres vivos. Portanto, os nakshatras mediam a passagem da Lua pelo céu, sendo cada um destes asterismos a medida de arco média percorrida pela Lua em um dia.

Os sacerdotes caldeus nos legaram a primeira noção de zodíaco, ao observar que o Sol e a Lua cruzavam sempre as mesmas constelações dentro de uma faixa celeste que chamaram de Caminho de Anu. Contra o fundo de estrelas fixas, cinco estrelas errantes se moviam, os planetas, e seu caminho também se restringia ao espaço delimitado no céu pelo movimento aparente do Sol, a eclíptica. Aseclipses eram, aliás, um dos mais importantes presságios para todos os povos antigos.
As previsões eram um guia para a agricultura, as cheias dos rios e outros fenômenos naturais, sendo depois estendidas para catástrofes decorrentes de ação humana, como guerras.
Fragmentos de documentos do reinado de Sargão da Acádia, (2 870 a.C.) mostram que as previsões eram feitas com base no movimento do Sol e da Lua, dos planetas, de cometas, meteoros e outros fenômenos. Mesmo as condições atmosféricas ao começo do dia, que possivelmente era medido a partir do pôr do sol, indicavam como seria o dia seguinte. Se esse dia era o primeiro do mês lunar, as previsões se estendiam para o mês, se era o primeiro do ano (medido pelo nascimento ou ocaso heliacal de determinada estrela), valiam para o ano.
Do tempo do rei assírio Assurbanipal (século VII a.C.) são as mais antigas efemérides escritas que nos chegaram. Isto mostra que, à época, o conhecimento dos ciclos dos planetas era suficiente para permitir elaborar tábuas de seu movimento.
A astrologia babilônica se dedicava a prever eventos que influenciavam a vida coletiva, através de seu efeito sobre o rei, que personificava o bem-estar do reino. Após a tomada de Alexandria é que a astrologia começou a estudar o homem. O horóscopo mais antigo para uma pessoa data de 20/04/409 a.C..
No Egito surgiu Hermes Trimegisto que, afirmam alguns, é o escritor de um livro, Kaibalion, onde estão os "7 princípios do universo e da Astrologia".
Na Grécia foi fundada, por volta de 640 a.C., uma escola onde se ensinava astrologia. Aristóteles (que difundiu a idéia dos quatro elementos - água, fogo, ar e terra - influenciando o comportamento), Hiparco(que descobriu a precessão dos equinócios) e Ptolomeu (que apresentou em livros muito do que se sabe atualmente das bases principais da astrologia) são figuras importantes, que usavam a astrologia principalmente para reis e países. Mas ainda na Grécia este estudo se popularizou.
Em Roma a astrologia era consultada pelo povo e por reis e rainhas, inclusive o Imperador Augusto cunhou moedas com o seu signo. E Tibério estudava o mapa astrológico dos seus rivais. Cláudio, porém, expulsou os astrólogos da Itália.1
A decadência do Império Romano significou a decadência da cultura legada da Grécia e do Oriente. A astrologia caiu para um estado de superstição, fato que levou a Igreja Católica a condená-la, ignorando as referências astrológicas no Evangelho de Lucas (os reis magos) e no Apocalipse. Assim, Agostinho de Hipona, que estudara astrologia, a renega após sua conversão.

A filosofia e a cultura clássicas sobreviveram durante a Idade Média européia graças aos árabes e ao Califado de Bagdá. Bagdá, capital do estudo astronômico no século X, foi sede também de uma astrologia de cunho empírico, estritamente prática e previsiva, como convinha a esse povo que criou o comércio internacional. O maktub árabe passaria a fazer parte da astrologia mediterrânea.
Isidoro de Sevilha (c. 636) foi um dos primeiros a separar astrologia e astronomia, embora ambas tenham sido separadas apenas no século XVI, quando o sistema de Copérnico substitui o de Ptlomeu.

Astrologia árabe
O maior astrólogo árabe foi Albumazer. Seu livro Introductorium in astronomiuum foi um dos primeiros a ser traduzido, no início da Idade Média, na Espanha. Nas Universidades da Espanha e Itália havia cadeiras de Astrologia. Estudos indicam que a astrologia influenciou inclusive a Cabala.
Outro árabe importante foi Abu'l-Rayhan Muhammad Ibn Ahmad Al-Biruni.

Difusão européia
Na Idade Mëdia da Europa surgem astrólogos e defensores da astrologia em vários países.
·         Michael Scott (morto em 1235) a defendeu em seu Liber introductorium.
·         Santo Alberto Magno (c. 1200-1280), em resposta à discussão entre teólogos sobre ser a astrologia "ciência legítima" ou "arte adivinhatória", separou a astrologia das associações pagãs que ganhara no ocaso do Império Romano. Percebeu o valor teológico da ciência e filosofia gregas a árabes e recuperou os ensinamentos esquecidos de Aristóteles.
·         Tomás de Aquino (c. 1225-1274) viu os ensinamentos da astrologia como complementares à visão cristã.
·         Na Universidade de Bolonha, onde estudaram Dante e Petrarca, a cátedra de astrologia foi instalada em 1125.
Na Idade Média os astrólogos eram chamados mathematici, pois a astrologia era a aplicação mais importante da matemática. A prática da medicina era baseada na determinação astrológica do tratamento adequado, portanto os médicos também eram matemáticoa (como Tycho-Brahe).
Dante expõe ao ridículo, no Inferno da Divina Comédia, os astrólogos Guido Bonatti (conselheiro de Guido de Médici) e Michael Scott, mas por misturarem eles necromancia à astrologia, abusando dos conhecimentos que tinham obtido.
Cecco d'Ascoli, professor de astrologia em Bolonha, foi queimado vivo na fogueira em 1327 não por ser astrólogo, mas por suas opiniões heréticas.

O Renascimento trouxe uma difusão da astrologia, apoiada inclusive pelo Papado.
Copérnico (seu trabalho sobre o heliocentrismo foi conhecido devido a um astrólogo - Reticus - que o imprimiu e acrescentou, com o consentimento do autor, um capítulo sobre Astrologia), Paracelso(botânico), Nostradamus, Tycho Brahe (médico e astrônomo), Galileu, Kepler e Newton estudaram e usaram a astrologia.
Copérnico, ao propor o heliocentrimo, recuperava o conhecimento de Aristarco. Tycho-Brahe viria, com suas acuradas observações dos movimentos planetários, na Dinamarca, a fornecer dados para comprovar a teoria de Copérnico. Kepler foi assistente de Tycho-Brahe. Em seu Concerning the more certain fundamentals of astrology (1602), expõe em 75 teses a forma como o Sol, a Lua e os planetas influenciam os acontecimentos na Terra.
A astrologia e a astronomia eram, de início, um mesmo estudo. Tycho Brahe, por exemplo, nascido em 1546, era médico e astrônomo em Copenhague, mas também astrólogo do rei da Hungria.
Já na época de Isaac Newton, a astrologia já estava totalmente desacreditada, como pode ser visto pelo seu livro Diálogos astronômicos entre um cavalheiro e uma dama: em que a doutrina da esfera (celeste), usos dos globos (terrestres) e os elementos de astronomia e geografia são explicados2 .

Tempos modernos
Pesquisadores modernos aplicaram à Astrologia o mesmo rigor científico que a qualquer outra hipótese testável. Os resultados foram negativos. Por exemplo, John Maddox, editor da revista Nature, comentou3 :
. . . one of the things we have published on astrology a few years back was a very carefully done study in California with the collaboration of 28 astrologers from the San Francisco area and lots of subjects——118 of them altogether——and lunar charts were made by the astrologers. It turned out that the people couldn't recognize their own charts any more accurately than by chance. . . . and that seems to me to be a perfectly convincing and lasting demonstration of how well this thing works in practice. My regret is that there's so many intelligent, able people wasting their time and, might I say, taking other people's money, in this hopeless cause.

Em outros países
Na Índia a astrologia Jyotish é usada habitualmente há longo tempo. Na China a astrologia continua a florescer. Ambas, bem como a astrologia reintroduzida no Egito no período helenístico, têm forte influência da astrolgogia grega, sendo portanto tardias.
O Tibete tem sua astrologia, mais recente, que é usada em diagnósticos médicos, entre outras utilidades.
Já os maias tinham uma astrologia autônoma, desenvolvida em seus observatórios astronômicos extremamente precisos.

Fontes
·        Anna Maria Costa Ribeiro: Conhecimento de astrologia, Editora Hipocampo.
·        Derek e Julia Parker: O grande livro da astrologia, Círculo do Livro.
·        Johannes Kepler, Concerning the more certain fundamentals of astrology
·        Astrology Compatibility{en}



segunda-feira, 19 de agosto de 2013

ASTROLOGIA E PSICOLOGIA ANALÍTICA



A aproximação entre a Psicologia Analítica de Carl G. Jung e a Astrologia teve início em 1936, a partir da publicação do livro “ A Astrologia da Personalidade”, de autoria de Dane Rudhyar, músico, astrólogo e poeta francês, em Nova York.
Diz ele:
“Só me familiarizei completamente com as idéias de Jung no verão de 1933, enquanto estava no rancho do Novo México, onde li todas as suas obras até então traduzidas. Imediatamente me ocorreu que poderia desenvolver uma serie de conexões entre os conceitos de Jung e um tipo reformulado de Astrologia.” (1)
Rudhyar, dono de uma cultura e sensibilidade extraordinárias, foi o precursor da chamada Astrologia Humanista, que em essência significa ser mais centrada na pessoa, pois transfere a ênfase do mundo exterior (eventos) para o mundo interior da experiência e do crescimento pessoal. Seu foco está mais na relação que o indivíduo estabelece com o que lhe acontece, e com o significado da vida. A mandala zodiacal é um complexo símbolo cósmico de totalidade e, como tal, representando a potencialidade da estrutura da personalidade humana.
O presente artigo pretende analisar este rico entrelaçamento teórico a partir de dois constructos teóricos da psicologia junguiana e da Astrologia, que vêm a ser respectivamente:
1- A analogia entre a teoria dos quatro tipos psicológicos e as quatro funções da consciência, que são: intuição, sensação, pensamento, sentimento; e os quatros elementos, que são: fogo, terra, ar e água.
2- O conceito de individuação é o cerne da teoria de Jung e o objetivo de sua prática psicoterapêutica. Esse processo é um impulso natural do desenvolvimento do homem, e representa a possibilidade de integração de forças opostas da natureza, através do qual acontece uma gradual conscientização do homem em direção ao “ Si-mesmo”, uma árdua tarefa que perdura até o final da vida.
Os ciclos astrológicos mostram a estrutura da personalidade (presente na carta astrológica) em movimento, já a partir do nascimento, e irão revelar as inúmeras etapas de crescimento e transformação a serem percorridas durante a vida.
Os quatro tipos psicológicos e os quatro elementos
Na visão da Psicologia Analítica, a psique tem alguns modos básicos de funcionamento. Os conceitos junguianos de extroversão e introversão baseiam-se no movimento da libido em relação ao objeto. Na atitude extrovertida ela flui em direção ao objeto, e no caso da introversão, ela recua frente ao objeto. Nesse modo estrutural em que se percebe uma dualidade direcional psíquica, há também uma estrutura quaternária: as quatro funções da consciência, que mostram como a energia psíquica opera. São elas:
1. função sensação, que registra conscientemente fatos exteriores,
2. função intuição, que indica a apreensão de potencialidades futuras,
3. função pensamento, por meio da qual o nosso ego estabelece uma ordem lógica racional entre os objetos,
4. função sentimento, que seleciona hierarquias de valor para o mundo, de afeição ou rejeição pelo objeto.
A Astrologia de base junguiana pensou e relacionou os quatro tipos psicológicos e as quatro funções com a sua teoria dos quatro elementos.
Uma das premissas astrológicas é que tudo no Universo deriva de duas forças opostas e complementares, dois princípios universais, que podem ser chamados de masculino e feminino, ativo e passivo, ou yin e yang, como na milenar concepção chinesa de equilíbrio dos opostos.
Os doze signos do Zodíaco produzem seis pares de eixos opostos entre si, que são os chamados signos masculinos e femininos, dispostos de forma alternada no diagrama zodiacal.
Os primeiros associam-se à idéia de ação, extroversão, dinamismo, e sua energia é centrífuga por excelência. Os signos femininos, ao contrário associam-se à energia da receptividade, suavidade, imobilidade, e sua expressão básica é centrípeta ouintrovertida.
Neste modelo energético e psíquico, há também outra subdivisão que, de forma semelhante à concepção junguiana, indica quatro formas psicológicas distintas, de apreensão da e adaptação à realidade, chamados os quatros elementos: fogo, ar, terra e água.
A associação feita em termos psicológicos, ou seja, características funcionais, ou mais típicas em cada indivíduo é que o fogo está relacionado ao tipo intuição; a terra ao tipo sensação, o ar ao tipo pensamento, a água ao tipo sentimento.
As características mais marcantes dos quatro elementos são:
Fogo: vitalidade, energia, alegria, auto-afirmação, aspirações, agilidade, orgulho, desejo de auto- reconhecimento, calor, entusiasmo, excessos.
Terra: controle, cautela, determinação, lentidão, retenção, mundo físico, resistência, persistência, cinco sentidos.
Ar: pensamento, comunicação, idéias, movimento, leveza, sociabilidade, imparcialidade, curiosidade, flexibilidade, mundo abstrato.
Água: sentimento, subjetividade, intimidade, fantasia, imaginação, reserva, auto-proteção, profundidade, vulnerabilidade, empatia.
Individuação e Ciclos de Desenvolvimento
A individuação, como vimos, é um processo de reflexão que possibilita um criativo diálogo entre o inconsciente e a consciência, podendo se manifestar como mais autonomia e a expressão da nossa individualidade única e singular. Esse caminho de emancipação e de integração da personalidade subentende uma maior liberdade em relação às forças do Inconsciente Coletivo e o fim da submissão inconsciente ou compulsiva aos valores sociais, aos complexos parentais, culturais ou religiosos da sociedade. É o emergir da essência em detrimento da aparência, a integração de aspectos contraditórios e obscuros da psique, ir além das limitações do nosso intelecto, as experiências transcendentes ou de cunho religioso junto à apreensão do sentido ou significado para a vida.
Cito Irene Gad:
“Tornar-se o ser desejado não representa o processo de tornar-se perfeito; ao contrário, significa tornar-se ciente dos próprios ângulos e arestas, do movimento próximo ao desconhecido e do nosso potencial”. (2)
De forma análoga, tanto as imagens alquímicas estudadas por Jung refletem a “opus” individual, quanto os símbolos astrológicos e seus ciclos de desenvolvimento são a mesma representação do processo de individuação, nas diferentes etapas de crescimento em direção à maturidade psicológica. Na Astrologia e, mais especificamente no mapa natal, essa individualidade ou a “impressão celestial” , única e intransferível, existe em estado latente em todo ser que nasce.
O mapa astrológico, como uma estrutura de espaço e tempo, pode indicar, através das técnicas preditivas (trânsitos e progressões planetárias), como e quando o seu potencial estará mais em evidência, indicando a realização das várias fases desta “ intenção original”.
Dito de outra maneira, os ciclos astrológicos podem mostrar de forma individualizada a manifestação ou constelação de certos arquétipos que num dado momento estão dialogando entre si, e esta configuração tem um significado a ser apreendido.
Portanto, neste contexto, estamos falando do tempo qualitativo, e dos eventos sincronísticos, entendendo que a sincronicidade é uma coincidência significativa de dois ou vários eventos, sem relação causal, mas com o mesmo conteúdo significativo.
A necessidade de conhecer e decifrar o mundo nos acompanha desde sempre e portanto ela é arquetípica ou comum a toda a humanidade.
Cito Gad novamente:
“O símbolo é, a princípio, algo comum que aponta, para além da sua realidade concreta, para uma base cujo significado mal podemos apreender de início. Freqüentemente os símbolos são encontrados em situações existenciais que eles podem ajudar a esclarecer; o significado e a importância da situação é assim revelado”. (3)
Finalizo com citação de Maroni:
Todo esse percurso psicológico sugere-me um refletir sobre si mesmo, um curvar-se, uma dobra. É dessa dobra que emerge o homem espiritual para Jung: um homem capaz de apreender em grande parte o seu padrão (energético) imagético, poético, arquetípico… Este estado lhe garante liberdade, flexibilidade, variabilidade, imprevisibilidade e, em especial, espiritualidade”. (4)
Notas:
1- RUDHYAR, Dane. Da Astrologia Humanista à Astrologia Transpessoal, Rio de Janeiro, Antares, 1985. Pág 12.
2 – GAD, Irene. Tarot e Individuação: correspondências com a cabala e alquimia, São Paulo, Mandarim, 1996. Pág 135.
3- GAD, Irene. Pág 136.
4- MARONI, Amnéris. Figuras da Imaginação – Buscando compreender a psique.
São Paulo, Summus, 2001. Pág 141.
por Tereza Kawall
Tereza Kawall é paulista, iniciou seus estudos de Astrologia no Rio de Janeiro com Antonio Carlos Bola Harres, em 1977. Colaboradora das revistas Bons Fluídos e Planeta, é co-autora do Livro: ” Astrologia, doze portais mágicos”, lançado em 2001. É psicóloga clínica com orientação junguiana, com pós graduação em Psicossomática.
http://cnastrologia.org.br/site/blog


terça-feira, 30 de julho de 2013

JUNG E OS ARQUÉTIPOS

Arquétipos


                                                                                               Carl Gustav Jung (1875-1961)
ARQUÉTIPOS 
As tendências herdadas, armazenadas dentro do inconsciente coletivo, são denominadas *arquétipos e consistem em determinantes inatos da vida mental, que levam indivíduo a comportar-se de modo semelhante aos ancestrais que enfrentaram situações similares. A experiência do arquétipo normalmente se concretiza na forma de emoções associadas aos acontecimentos importantes da vida, tais como o nascimento, a adolescência, o casamento e a morte, ou as reações diante de um perigo externo. Jung referia-se aos arquétipos como as "divindades" do inconsciente (Noll, 1997).

Quando Jung investigou as criações artísticas e místicas das civilizações antigas, descobriu símbolos de arquétipos comuns, mesmo entre culturas bem distantes no tempo e no espaço, sem nenhum indício de influência direta. Também descobriu o que pensou serem traços desses símbolos nos sonhos relatados pelos pacientes.Todo esse material confirmava o seu o seu conceito de inconsciente coletivo. Os arquétipos que ocorrem com mais frequência são a persona, a anima e o animus, a sombra e o self.

A persona seria a máscara que o indivíduo usa quado está em contato com outra pessoa, para representá-lo na forma como ele deseja parecer aos olhos da sociedade. Assim, a persona pode não corresponder à verdadeira personalidade do indivíduo. A noção de persona é semelhante ao conceito sociológico do desempenho de papel, em que a pessoa atua da forma como crê que as outras esperam que ela atue nas diferentes situações.

Os arquétipos da anima e do animus refletem a noção de que cada indivíduo exibe alguma características do sexo oposto. A anima refere-se às características femininas presentes no homem, e o animus denota as características masculinas observadas na mulher. Assim como os demais arquétipos, a anima e o animus surgem do passado primitivo das espécies humanas, quando o homem e a mulher adotavam as tendências emocionais e comportamentais do sexo aposto.

O arquétipo da sombra, o nosso self mais sombrio, consiste na parte animalesca da personalidade. Para Jung, esse arquétipo é herdado das formas inferiores de vida. A sombra contém as atividades e os desejos imorais, violentos e inaceitáveis. Ela nos incita a nos comportarmos de uma forma que ordinariamente não nos permitiríamos, E, quando isso ocorre, geralmente o indivíduo insiste em afirmar que foi acometido por algo. Esse "algo" seria a sombra, a parte primitiva da natureza do indivíduo. No entanto, a sombra possui também o lado positivo, responsável pela espontaneidade, pela criatividade, pelo insigth e pela emoção profunda, características necessárias para o total desenvolvimento humano.

Na opinião de Jung, o principal arquétipo é o self. Integrando e equilibrando todos os aspectos do inconsciente, o self proporciona a unidade e estabilidade à personalidade. Jung o comparava a um impulso para a auto-realização, para a harmonização, a completitude e o total desenvolvimento das habilidades individuais. Entretanto acreditava que a auto-realização plena seria atingida somente na meia-idade (30 a 40 anos), período crucial para o desenvolvimento da personalidade. Esse seria o período natural para a transição, quando a personalidade passa por várias mudanças necessárias e benéficas. Observa-se aqui outro exemplo de elemento autobiográfico na teoria de Jung. Na meia-idade ele próprio havia atingido a auto-integração resultante da solução de sua crise neurótica. Dessa forma, para Jung, o estágio mais importante no desenvolvimento da personalidade não seria a infância (como foi no sistema e na vida de Freud) mas o período da vida adulta, entre os 30 e os 40 anos, quando ocorreram as mudanças na sua personalidade.

*Arquétipos: tendências herdadas contidas no inconsciente coletivo, que levam o indivíduo a comportar-se de forma semelhante aos ancestrais que passaram por situações similares.



Biografia de Carl Jung

   Freud chegou a considerar Carl Jung o seu substituto e herdeiro do movimento psicanalítico, chamando-o de "meu sucessor e príncipe coroado" (apud McGuirie, 1974, p. 218). Depois do rompimento da amizade entre os dois, em 1914, Jung desenvolveu a *psicologia analítica, em oposição a grande parte do trabalho de Freud.

Biografia de Jung

   Talentoso Yodeler - cantor à moda dos montanheses suíços e tiroleses, Jung foi criado em um vilarejo no nordeste da Suíça, próximo a famosa queda do Reno. Ele próprio foi responsável por sua infância solitária, isolada e infeliz (Jung). Seu pai, religioso que aparentemente teria perdido a fé, era irascível e rabugento. Sua mãe sofria de distúrbios emocionais, exibindo um comportamento excêntrico, passando em um instante de uma esposa feliz para uma mulher endemoniada e incoerente, falando coisas sem nenhum sentido. Um biógrafo chegou a comentar que "todo o lado da família materna parecia apresentar traços de insanidade" (Ellenberger, 1978. p. 149). Jung aprendeu desde cedo a não confiar nem acreditar nos pais, por analogia, a desconfiar do resto do mundo. Saía do universo consciente da razão para mergulhar no dos seus sonhos, visões e fantasias, ou seja, no seu inconsciente. Esse tipo de fuga dirigiu a sua infância, e assim seguiu até a vida adulta.

   Nos momentos difíceis, Jung resolvia os problemas e tomava decisões baseado no que o inconsciente lhe dizia por meio dos sonhos. Quando estava para ingressar na universidade, um sonho revelou-lhe a carreira que seguiria. Ele se viu desenterrando ossadas de animais pré-históricos em um local bem abaixo da superfície terrestre. Interpretou como sendo um sinal de que ele devia estudar algo relacionado à natureza e à ciência. Uma lembrança que teve dos três anos de idade, quando sonhou estar em uma caverna subterrânea, previa seu futuro como estudioso da personalidade. Jung viria a dedicar-se ao estudo das forças inconscientes enterradas bem abaixo da superfície da mente.

   Jung frequentou a University of Basel, na Suíça, formando-se em medicina, e, 1900. Estava interessado em psiquiatria e sua primeira indicação profissional foi para trabalhar em um hospital de doentes mentais em Zourique. O diretor do hospital era Eugen Bleuler, um psiquiatra famoso por seu trabalho sobre a esquizofrenia. Em 1905, Jung foi indicado para ser o professor de psiquiatria na University ofZurich, mas demitiu-se vários anos depois para dedicar-se a escrever, pesquisar e atender pacientes particulares.

   No atendimento aos pacientes, diferentemente de Freud, Jung não pedia que seus pacientes deitassem no divã, comentando que não era seu desejo colocá-los na cama. Jung e o paciente sentavam-se em confortáveis poltronas, um de frente para o outro. Às vezes ele realizava as sessões de terapia a bordo do seu barco a vela, aproveitando o vento forte do lago, velejando feliz. Algumas vezes chegava até a cantar para seus pacientes. No entanto, outras vezes, chegava a ser deliberadamente rude. Nessas ocasiões, quando um paciente chegava para a consulta, Jung dizia: "Ah, não! Não aguento ver mais ninguém. Vá para casa e cure-se sozinho, hoje" (apud Brome, 1981, p. 185).

   Jung interessou-se pelo trabalho de Freud, em 1900, quando leu The interpretation of dreams, considerando-o uma obra prima. Por volta de 1906, os dois começaram a se corresponder e, um ano depois, Jung viajou para Viena a fim de visitar Freud. O primeiro encontro dos dois durou 13 horas, um início bem animado para o que viria a se tornar uma relação íntima como a de pai e filho (Freud era quase 20 anos mais velho que Jung).
   

   A proximidade entre os dois pode ter envolvido elementos do complexo de Édipo, como propõe a teoria psicanalítica de Freud, com o desejo do filho de destruir o pai.  Outro fator complicador, que pode ter prejudicado a relação desde o início, foi uma experiência sexual vivida por Jung aos 18 anos.Um amigo da família, que ele via como uma figura paterna,teria assediado Jung sexualmente, que o teria repelido e imediatamente rompido a relação.Anos depois, quando Freud tentou assegurar que Jung daria continuidade ao movimento psicanalítico como ele previra, Jung rebelou-se contra o encargo, talvez sentindo novamente estar sendo dominado por um homem mais velho. Em ambos os casos, Jung ficara decepcionado com a sua escolha de figura paterna. Talvez por causa do primeiro incidente Jung não conseguisse manter a íntima relação emocional desejada por Freud (Alexander, 1994; Elms, 1994).

   Ao contrário da maioria dos discípulos da psicanálise, Jung já construíra uma reputação profissional antes de associar-se a Freud. Era o mais conhecido entre os primeiros adeptos da psicanálise. Por isso, talvez ele fosse menos sujeito a se impressionar e sugestionar do que os jovens analistas membros da família psicanalítica de Freud, muitos dos quais ainda cursavam a escola de medicina ou a pós- graduação e eram indecisos em relação à identidade profissional.

   Embora durante algum tempo Jung se identificasse como discípulo de Freud, jamais deixou de expressar sua opinião. No início da relação entre os dois, tentou dirimir dúvidas e expressar suas objeções. Enquanto escrevia a obra The psycology of the unconscious (1912), comentou que estava enfrentando um problema, já que, quando o livro fosse lançado, a apresentação pública da sua posição significativamente diferente da psicanálise ortodoxa prejudicaria seu prestígio junto a Freud. Durante meses, Jung não conseguiu levar adiante seu projeto, tamanha a preocupação com a provável reaçãoFreud. Evidentemente, acabou publicando o livro, e o inevitável aconteceu.

   Em 911, por insistência de Freud, e apesar da oposição dos membros vienenses, Jung tornou-se o primeiro presidente da Associação Psicanalítica Internacional. Freud acreditava que o anti-semitismo impediria o crescimento da psicanálise se o presidente do grupo fosse judeu.Os analistas vienenses, quase todos judeus, ressentiram-se e desconfiavam do jovem suíço Jung, que claramente era favorito de Freud. Esses analistas não apenas estavam a mais tempo no movimento, como também acreditavam que Jung tivesse visões anti-semíticas. Pouco tempo depois, a amizade entre Jung e Freud começou a exibir sinais de tensão e, por volta de 1912, os deixaram de se corresponder. Em 1914, Jungrenunciou e deixou a Associação.

   Aos 38 anos, Jung fora acometido de problemas emocionais profundos que persistiram por três anos;Freud passara por um período de turbulência semelhante mais ou menos na mesma etapa da vida. Acreditando que estava ficando louco, Jung sentia-se incapaz de realizar qualquer tipo de trabalho intelectual ou até mesmo ler um livro científico. Pensou em suicídio e mantinha uma arma ao lado da cama "caso sentisse que havia chegado ao ponto sem retorno" (Noll, 1994, p. 207). É interessante observar que, mesmo durante essa crise, ele não deixou de atender seus pacientes.

   Resolveu o seu dilema basicamente da mesma maneira que Freud, confrontando a sua mente inconsciente. Embora não analisasse constantemente seus sonhos, como fazia Freud, Jung seguiu os impulsos inconscientes neles revelados, bem como nas suas fantasias. Assim como acorreu comFreud, esse período foi de intensa criatividade para Jung, levando-o a formular a sua teoria da personalidade.

   O interesse por mitologia o incentivou a realizar expedições de campo na África, na década de 1920, para estudar os processos cognitivos do indivíduo pré-alfabetizado. Em 1932, foi indicado para lecionar na Federal Polytechnical University, em Zurique, onde permaneceu por dez anos até que a fragilidade da sua saúde o obrigou a pedir demissão. Uma cadeira de psicologia médica foi criada para ele na University of Basel, na Suíça, mas a doença não lhe permitiu manter essa posição por mais de um ano. Durante grande parte da vida até os 86 anos, trabalhou ativamente, pesquisando e escrevendo, tendo publicado uma quantidade impressionante de livros.

*Psicologia analítica: teoria de Jung sobre a personalidade.

Biografia Resumida de Carl Jung

Psicólogo de origem suíça, nascido em 1875, Carl Jung é geralmente considerado como um dos pais da psicologia moderna e o precursor da psicologia analítica orientada num sentido antropológico-cultural. Em 1906 provou experimentalmente a existência do inconsciente, o que o levou a trabalhar com Sigmund Freud. A partir de 1913 torna-se um dissidente de Freud por discordar da definição exclusivamente sexual de libido e incesto. A ele se deve o conceito de inconsciente coletivo, o qual representa os fundamentos culturais do psiquismo individual.


http://www.psicoloucos.com/Carl-Jung/os-arquetipos.html


sábado, 20 de julho de 2013

SOBRE BUDA




                                                                Grande Buda  
Em geral, Buda significa “O Desperto”, alguém que despertou do sono da ignorância e vê as coisas como elas são de fato. Um Buda é uma pessoa completamente livre de todas as falhas e obstruções mentais. Há muitas pessoas que se tornaram Budas no passado e muitas se tornarão Budas no futuro.
Não existe nada que Buda não conheça. Porque despertou do sono da ignorância e removeu todas as obstruções de sua mente, ele conhece tudo sobre o passado, o presente e o futuro, direta e simultaneamente.
Além do mais, Buda possui grande compaixão, que é completamente imparcial e abrange todos os seres vivos, sem discriminação. Ele beneficia todos os seres vivos sem exceção por meio das várias formas que emana pelo universo e das bênçãos que derrama sobre suas mentes. Ao receber as bênçãos de Buda todos os seres, mesmo os animais, às vezes desenvolvem estados mentais pacíficos e virtuosos.
Finalmente, ao encontrar uma emanação de Buda sob a forma de Guia Espiritual, todos terão a oportunidade de entrar no caminho que conduz à libertação e à iluminação. Conforme disse o grande erudito Budista Indiano Nagarjuna, não há ninguém que não tenha recebido ajuda de Buda.
Não é possível descrever todas as boas qualidades de um Buda. A compaixão, a sabedoria e o poder de um Buda estão completamente além de qualquer concepção. Sem nada que possa obscurecer sua mente, ele vê todos os fenômenos do universo tão claramente como uma jóia na palma de sua mão.
Por meio da força de sua compaixão, um Buda executa espontaneamente o que for apropriado para beneficiar os outros. Ele não precisa pensar sobre qual é o melhor modo de ajudar os seres vivos – ele age naturalmente e sem esforço da maneira mais benéfica. Assim como o sol não precisa se automotivar para irradiar luz e calor, mas simplesmente o faz porque luz e calor são sua própria natureza, um Buda não necessita de automotivação para beneficiar os outros simplesmente porque essa é sua própria natureza.
Assim como a lua reflete-se sobre a água sem esforço, as emanações de Buda aparecem espontaneamente onde quer que as mentes dos seres vivos sejam capazes de percebê-las. Os Budas podem emanar-se sob qualquer forma para ajudar os seres vivos.
Às vezes manifestam-se como budistas e outras como não-budistas. Podem manifestar-se como homens ou mulheres, monarcas ou mendigos, cidadãos que cumprem as leis ou criminosos. Podem até mesmo se manifestar como animais, vento, chuva, montanhas ou ilhas. A menos que nós mesmos sejamos um Buda, não poderemos dizer quem, ou o quê, é uma emanação dele.
De todas as maneiras pelas quais um Buda ajuda os seres vivos, a suprema é como emanação na forma de um Guia Espiritual. Por meio de seus ensinamentos e de seu exemplo imaculado, um autêntico Guia Espiritual conduz seus discípulos pelo caminho espiritual rumo à libertação e à iluminação.
Se encontrarmos um Guia Espiritual mahayana qualificado e colocarmos em prática todos os seus ensinamentos, certamente atingiremos a plena iluminação e tornar-nos-emos um Buda Conquistador. Estaremos então em condições de retribuir a bondade de todos os seres vivos livrando-os dos sofrimentos do samsara e conduzindo-os ao êxtase supremo da budeidade.
Para saber mais sobre Buda, veja Introdução ao Budismo.

               http://kadampa.org/pt/reference/sobre-buda

                                   Budismo e a Roda da Vida 

terça-feira, 9 de julho de 2013

AS CONJUNTURAS ASTROLÓGICAS QUE EXPLICAM O MOMENTO ATUAL





Estamos vivendo um cenário no mundo todo em que é necessária uma transformação profunda nas relações das pessoas com o poder institucionalizado. Aspectos sérios e turbulentos definem o inconsciente coletivo da nossa época. Questionamentos sobre essas relações de podersacodem o Brasil, Turquia, Egito, Portugal, países árabes, Grécia, Espanha e por ai vai.

O mapa astrológico do dia da Independência do Brasil de 7 de setembro de 1822, Sol em Virgem signo mutável o que favorece às mudanças. Há também a Lua (o povo) conjunta à Júpiter em Gêmeos( alegre, brincalhão e comunicativo) o que dá ao país uma certa propensão a ter sua população dispersa, malandra, memória fraca , mas otimista que acredita na boa fé ( Júpiter). Porém a nossa política é personificada pela corrupção, mentiras e falácias típicas das utopias, sofismas. A conjunção de Sol e Júpiter em Gêmeos durante o mês de junho estimulou os Brasileiros a se movimentarem e compartilharem suas opiniões com mais intensidade nas redes sociais e nas ruas..

Tivemos também a passagem de Marte em cima dessa Lua e Júpiter do mapa natal brasileiro. É o que o povo falava “ o gigante acordou ”. Marte em harmonia com Urano deram coragem e sede de mudanças. Estamos mais audaciosos, com grande motivação para sair de casa, tomar iniciativas e fazer acontecer. Sem dúvida, um período de muita eletricidade no ar.

Mas como tudo na vida, é preciso temperança para canalizar esta energia de forma criativa e positiva. Caso contrário, ansiedade, inquietação e agitação podem gerar acidentes, rupturas, rompimentos, revoltas, agressividade e violência.

Júpiter esteve neste turbulento mês de junho no signo oposto Gêmeos. Portanto, um pouco de foco é preciso, para não nos perdermos entre mil assuntos e possibilidades, mil protestos sem um fio condutor. A via negativa disso é o desperdício de palavras, a verborragia, a falta de aprofundamento, promessas vazias.

A partir de 25/06 Júpiter passou para o signo de Câncer o que vai nos fazer buscar mais aconchego, nos tornamos mais confiantes, otimistas e expansivos. Haverá um período de crescimento na economia mundial. Prosperidade é a palavra de ordem. 

O destaque vai para a fertilidade, um dos assuntos regidos por Câncer. Terras mais produtivas e melhores safras. Casais com problemas para engravidar terão maiores chances. Excelente período para constituir família, cuidar da casa, adotar crianças, estender o cuidado e o amparo para os carentes e necessitados.

Atividades ligadas à casa e à alimentação, o cultivo de hortas em casa para consumo próprio também ficam beneficiados. Hotelaria (com destaque para hospedagem doméstica), cafés, lanchonetes, bistrôs, feiras de alimentação, novas marcas e produtos alimentícios também terão maiores chances de sucesso.

Com Júpiter em Câncer, o tom deve ser de aconchego e carinho, mais pessoal e hospitaleiro. Sai na frente o comerciante que fizer o cliente se sentir em casa e bem acolhido. Intimidade, disposição para cuidar, sentimento de bem estar e vida em família: estes serão os temas em pauta para esse trânsito.

O Sol enfrenta Urano e Plutão nos primeiros 10 dias de julho, pessoas em posição de destaque terão sua autoridade contestada. Todos querem espaço e liberdade, o clima geral é de insubordinação. Uma retirada estratégica é recomendada. Vamos nos resguardar nesses dias, pois o oponente pode ser mais poderoso. Surge a vontade de jogar tudo pro alto, porém é melhor respirar e esperar a vontade passar, ou rompimentos drásticos podem acontecer.

O Sol transita em Câncer, Plutão do lado oposto, em Capricórnio. Podem surgir confrontos de egos no trabalho. Quem ocupa posições de destaque ou cargos de autoridade, pode se deparar com situações que testem sua autoridade e competência. Nosso desafio é equilibrar o tempo que nos dedicamos ao trabalho com a atenção às questões da família.

Temos Vênus se harmonizando com Urano, nos tornado ávidos por novidades e fortes emoções. Mas como Urano está mal com o Sol, podem surgir resistências na instalação de novos hábitos e preferências. No amor, podemos ficar mais individualistas, com pouca tolerância para restrições e cobranças. Mas não vamos esquecer que a Lua minguante nos convida ao recolhimento e à introspecção. A dica é encontrar espaço pra ficar sozinho, reservar momentos pra meditar, ficar bem tranquilo e sossegado no seu cantinho. E respeitar o espaço do outro, também.

Enquanto isso, Mercúrio segue retrógrado até 20 de julho. Portanto, nada de pressa. É importante fazer tudo com calma, revisar o trabalho antes de entregá-lo, checar as informações, checar se foi bem compreendido, sair com tempo de sobra pros compromissos. A Lua nova chegou na última segunda-feira e com ela, novas pautas.

É tempo de desacomodação, desapego, de trocas bruscas, de revoluções tecnológicas e de grandes transformações.

Assistiremos as velhas estruturas e hierarquias representadas por Capricórnio e que tentam se manter no poder ruindo  diante do choque com os novos tempos e impulsos trazidos por Uranos em Áries . Os oprimidos se expõe em dramáticos movimentos de libertação reivindicando seu espaço.

Essa é uma transição histórica que vai dar trabalho e envolverá a todos na construção de um novo tempo.  haverá a necessidade de utilizarmos a criatividade para transformar os desafios dessa crise em crescimento e evolução para o aperfeiçoamento.

Mas temos que fazer a nossa parte começando a modificar a nós mesmos, através do amor ,do cuidado e da solidariedade.  Transformar as nossas vidas em mais produtivas formas de existência, com consciência ecológica e planetária. A sombra e a luz manifestam um conflito interno. Precisamos abandonar os hábitos destrutivos.


Vamos aguardar para ver como se desdobra essa avalanche de manifestações que tomou conta do país e de boa parte do mundo. Não se trata de esquerda ou direita, política, economia ou futebol. Trata-se de transformar profundamente a relação da humanidade com o poder com o propósito de despertar de consciência. 

Namastê!