sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A MITOLOGIA DE URANO


 Diz a lenda que o deus Urano, ou Coelo, primeiro rei do Universo, personificava o céu. Para Hesíodo, poeta grego que viveu provavelmente no século 7 antes de Cristo, ele era, ao mesmo tempo, filho e marido de Geia, deusa nascida imediatamente depois do Caos original e também conhecida como Titéia, Ops, Telos, Vesta e Cibele. Em seu livro Teogonia, que trata da genealogia e filiação dos deuses, diz Hesíodo que dessa união nasceram vários deuses e semideuses, cerca de quarenta e cinco, segundo alguns autores. Entre eles Oceano, Jápeto, Têmis, Cronos, os Titãs, os Ciclopes e os hecantoquiros, os de “cem mãos”, três gigantes chamados Briareu, Coto e Giges, possuidores cem braços e cinqüenta cabeças, cada um, aos quais os romanos davam o nome de Centimanos.

Preocupado com tamanha fecundidade Urano passou a enterrar os filhos recém-nascidos no corpo de Geia, e esta, inconformada, lhes pediu que a vingassem por isso, mas somente Cronos a atendeu. Orientado pela mãe, ele um dia surpreendeu o pai e o castrou no momento em que se unia à esposa, e das gotas de sangue que caíram sobre ela nasceram as Erínias e os Gigantes. Diz a lenda que os testículos decepados de Urano flutuaram no mar e formaram uma espuma branca da qual nasceu Afrodite (Venus), a deusa do amor. Depois disso, Urano continuou a deitar-se sobre a terra todas as noites, mas como não podia mais fecundá-la, encheu-se de mágoa em conseqüência da mutilação de que fora vítima e acabou morrendo, sendo sucedido por Cronos no governo do mundo. Com o ato que praticara Cronos separara o céu da Terra e permitira com isso que o mundo adquirisse uma forma ordenada.

Sobre os hecantoquiros, Urano os hostilizava e por esse motivo acabou mandando-os para as entranhas de Gaia, mas esta, enfurecida, ajudou-os a escapar e a montar a rebelião que culminaria com a castração e queda de Urano. Cronos, que subiu ao poder logo em seguida, os aprisionou no Tártaro, de onde foram depois libertados por Zeus e o ajudaram a montar uma emboscada contra os Titãs: como possuíam cem braços, atiraram tantas pedras sobre os adversários que os mesmos acharam que a montanha por onde passavam estava desabando. Depois de derrotar os Titãs, eles se estabeleceram em palácios no rio Oceanus, como guardiões das portas do Tártaro, onde Zeus havia aprisionado os Titãs.

Na Grécia clássica não havia culto dedicado a Urano, identificado em Roma com o deus Céu. Alguns autores apontam que diversos elementos da narrativa sugerem uma origem pré-grega para ele, e que a harpe (cimitarra) usada por Cronos para mutilar o pai, indica fonte oriental para a história.



 Sobre a mitologia grega em www.mundociencia.com.br  publica-se “que ela foi de grande importância e influenciou toda a cultura ocidental. Os textos mais antigos que conservam informações sobre a mitologia grega são as obras atribuídas a Homero (Ilíada e Odisséia), elaboradas aproximadamente nos séculos XI ou VIII antes da era cristã, e as obras de Hesíodo, do final do século VIII antes de Cristo. Estas obras são poemas orais que passaram de gerações a gerações, transcritos posteriormente”.

“A antiga visão de mundo dos gregos era de que a Terra (a deusa Gaia ou Géia) era uma superfície circular, plana (exceto em suas irregularidades, como as monta-nhas), semelhante a um prato ou disco. O céu (o deus Urano) seria a metade de uma esfera oca, colocada sobre a Terra. Entre a Terra e o céu existiriam duas regiões: a primeira, mais baixa, que vai da superfície do solo até as nuvens, seria a região do ar e das brumas. A segunda seria o ar superior e brilhante, azul, que é visto durante o dia, e que era chamado de éter. Embaixo da Terra, existiria uma região sem luz, o Tártaros. Em volta do Tártaros, existiriam três camadas da noite. A noite é considerada como uma deusa assustadora, a quem todos os deuses respeitam”.

“A Terra conteria todas as regiões secas conhecidas na época (Europa, Ásia e África). Todas elas seriam cercadas por uma espécie de rio circular, o oceano, que iria até a borda onde o céu e a Terra se encontram. O oceano é descrito como a fonte e origem de todos os rios e mares, Homero chega a descrevê-lo como a origem de todas as coisas e dos próprios deuses” 

Por  Urano Andrade 



Urano era o Céu, o mais velho dos deuses. Uniu-se a Gaia e começaram tendo 12 filhos, os Titãs e as Titânias: forças violentas que inicialmente povoaram o mundo. Depois nasceram os Ciclopes, monstros com um olho só, e os Hecatônquiros, gigantes de 100 braços e 50 cabeças, forças que se opõem ao surgimento definitivo e ordenado de vida. São os cataclismas do início do mundo, preparando a criação das espécies de animais e, mais tarde, de seres humanos. Acontecem terremotos, vulcões, tempestades e é como se tudo estivesse revoltoso.
Urano passa a odiar esses filhos, não quer mais vê-los e obriga-os a ficar no ventre da mãe, Gaia ou Terra. Os filhos ficam enterrados na escuridão, pois, para chegar a evoluir, a ver a luz, é preciso tempo (como são precisos 9 meses para a criança sair do ventre materno). Esse momento simboliza o homem com medo da verdade, fechando os olhos ao que não quer ver e capaz de crucificar aquele que quer tirá-lo da ignorância.
Gaia revoltou-se contra essa atitude de Urano, sofrendo com a reclusão dos filhos e com a continuidade da fecundação. Odeia o marido e decide vingar-se. Chama os Titãs e pede que destronem Urano. Os Titãs se recusam, mas Saturno concorda.
Saturno sofre por causa dos irmãos, mas também tem o desejo insaciável, pois o Tempo comanda, altera a vida, devora tudo: seres, momentos, destinos, sem apego a nada. O Tempo mata; o que passou passou, é preciso construir o futuro. o Tempo sempre vence.
Então Gaia dá a Saturno a foice que vinha afiando há muito tempo e assim Saturno corta os testículos do pai, quando Urano volta a se aproximar da mulher.
Urano sangra, grita, os testículos voam pelo espaço e caem no mar formando uma espuma, de onde nasce Vênus. O sangue de Urano cai na Terra e a fecunda ainda mais uma vez.
Urano simboliza a mudança. As convulsões sociais e revoluções, acontecimentos tão violentos, só ocorrem em estruturas muito velhas e arcaicas, nas quais é necessário um impulso muito forte para modificá-las.

Escrito por Josylene Sousa





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